Promover o evento no LinkedIn: o guia para organizadores
Um programa forte já é meio caminho andado. A outra metade é as pessoas certas ficarem a saber e falarem elas próprias sobre isso. Este guia mostra-vos, passo a passo, como promover o vosso evento no LinkedIn, do primeiro aviso até ao rescaldo, e onde está a maior alavanca, aquela que não vos custa nada.


O que significa promover um evento no LinkedIn?
Promover um evento no LinkedIn significa chegar aos profissionais certos antes, durante e depois do evento, mesmo onde eles já passam o dia de trabalho, e dar-lhes um motivo para falarem eles próprios sobre isso.
Parece simples, mas a maioria dos organizadores não aproveita isto ao máximo. Publicam uma vez, duas semanas antes, a partir da página da empresa, e depois estranham a resposta silenciosa. Este guia faz as coisas de outra forma. Segue o percurso do vosso evento, do primeiro anúncio semanas antes até à semana a seguir à última palestra, e mostra em cada ponto o que traz mesmo alcance e o que só dá trabalho.
Antes do evento: construir atenção cedo
O alcance no LinkedIn raramente vem de uma única publicação. Constrói-se ao longo de semanas, porque os mesmos nomes e o mesmo tema aparecem uma e outra vez no feed das pessoas certas. Por isso, comecem cedo. Um bom ponto de partida é cerca de seis semanas antes da data, com um primeiro anúncio simples ao estilo save the date: data, local, do que se trata. O programa completo ainda não é preciso para isso.
Assim que os nomes estiverem fechados, o próprio programa passa a ser conteúdo. Em vez de espremerem todos os oradores num único gráfico sobrecarregado, apresentem-nos um a um, uma pessoa por publicação, com uma frase sobre porque é que o tema dela pertence ao vosso palco. Mencionem a pessoa na publicação. Assim, a rede dela vê o anúncio, comenta e partilha, e vocês chegam a pessoas que nunca teriam seguido o vosso próprio canal.
Em paralelo, vale a pena criar o vosso evento no próprio LinkedIn. Quem confirma presença recebe automaticamente um lembrete, e vocês podem depois falar diretamente com essas pessoas. Criem também uma pequena expectativa: um olhar sobre o espaço, uma pergunta que vai ter resposta no palco, um primeiro ponto do programa que já revelam. Cada uma destas publicações é mais um ponto de contacto.
A alavanca mais forte sem orçamento de publicidade: o badge que outros publicam por vocês
Tudo o que vimos até aqui passa pelos vossos próprios canais e custa-vos tempo. A alavanca com maior efeito está noutro lado: nas pessoas que estão convosco. Cada orador tem uma rede, cada expositor também, e nenhum anúncio chega a essas redes de forma tão credível como a própria pessoa. A questão é apenas como tornar fácil para as pessoas publicarem mesmo.
É para isso que servem os badges partilháveis. Desenham uma vez um badge com o aspeto do vosso evento, com o logótipo, o título, a data e as vossas cores. Depois disso, só enviam um link. Quem o abre acrescenta a foto e o nome e descarrega a imagem pronta, à mão para a próxima publicação. Ninguém tem de criar conta, e vocês continuam a ter o controlo do design, porque o layout de base vem de vocês.
Para os oradores há o badge de orador, com que anunciam que vão estar no vosso palco. A frase certa para isso já vem com o modelo Vou falar em. Os convidados e expositores que só querem mostrar que vão estar presentes recorrem ao modelo Estamos presentes. Cada motivo existe em formato quadrado e vertical para o feed, e em formato story para canais como o Instagram, por isso há um recorte à medida de cada canal.
O apelo para quem participa é real. Mostram à sua rede que pertencem a um evento relevante, e vocês ganham alcance exatamente nos círculos que desejam. Quando quiserem montar o vosso primeiro badge, o onboarding leva-vos passo a passo pela configuração, do layout até ao link que enviam.






Durante o evento: mostrar ao vivo o que acontece
No dia do evento, o tom muda. Agora o que conta é a prova de que está a acontecer aqui algo que vale a pena ver, mais do que qualquer anúncio. Uma sala cheia, uma frase forte do palco, uma reação da plateia. Momentos assim resultam porque não são encenados, e deixam em todos os que não estão presentes um leve travo de arrependimento.
Publicações curtas e espontâneas, feitas diretamente da sala, são a ferramenta certa para isto. Podem ser cruas, captadas depressa e publicadas sem grande reflexão. Peçam aos vossos oradores e convidados que mencionem o evento nas próprias publicações; quem já teve um badge no feed partilha agora a segunda impressão com ainda mais facilidade. E designem uma pessoa da vossa equipa que fique responsável só por publicar nesse dia, senão a tarefa perde-se no meio da azáfama. A página sobre publicar ao vivo do evento mostra quais os momentos ao vivo que quase sempre funcionam e como os captam em segundos.
Depois do evento: ficar na memória com o certificado
Depois de um bom evento, as pessoas querem mostrar que estiveram lá. A maioria dos organizadores deixa isso ao acaso. Enviam uma mensagem de agradecimento, talvez uma retrospetiva, e depois faz-se silêncio. No entanto, a semana a seguir ao evento é o momento em que o vosso nome ainda está presente e a rede de quem participou ainda está recetiva.
Um certificado de participação fixa esse momento. Para o criar e o emitir, vocês, enquanto organizadores, precisam de uma conta gratuita; quem participa não precisa de nenhuma. Abrem o link de resgate, recebem uma página de comprovação permanente e passam o certificado a partir daí para o seu perfil no LinkedIn, na secção Licenças e certificados, no mesmo lugar de um certificado de curso. O OneClickBadge abre o formulário certo do LinkedIn já preenchido, com nome, organizador, data e endereço de verificação, para que ninguém tenha de escrever nada.
A entrada no perfil fica lá de forma permanente, mas não aparece sozinha no feed. Quem quiser que a sua rede fique a saber partilha o certificado também como uma publicação própria. Só então o vosso evento volta a surgir ali, desta vez com o peso de um comprovativo oficial.
Importa perceber o que um certificado destes é e o que não é. É o vosso comprovativo, enquanto organizadores, de que alguém participou, um certificate of attendance como é habitual em muitos setores. O LinkedIn só disponibiliza a funcionalidade e a secção do perfil para isso. Por baixo, está um Open Badge 2.0 alojado. Isso quer dizer que o certificado é verificável através de um endereço fixo na Internet, funciona com o mínimo possível de dados pessoais e pode ser revogado, se isso vier a ser necessário.
Os canais num relance
Nem todos os canais fazem o mesmo trabalho, e nem todos custam o mesmo. Esta visão geral organiza para que serve cada um e quanto esforço dá.
Perfis pessoais. O canal com maior alcance no LinkedIn, porque as publicações das pessoas viajam mais longe do que as de uma página. Para quê: proximidade e confiança, conversas reais. Esforço reduzido quando levam a equipa e os oradores convosco e não carregam tudo sozinhos.
Página da empresa. O endereço oficial do vosso evento, útil como ponto de referência fiável e para o arquivo. Para quê: seriedade e um sítio para onde podem apontar links. Esforço reduzido, embora o alcance orgânico costume manter-se contido.
Publicações individuais. O formato para apresentar os oradores, para retrospetivas e para momentos do dia. Para quê: construir atenção ao longo do tempo. Esforço médio, porque é preciso algo novo com regularidade, mas sem qualquer orçamento.
A funcionalidade de eventos do LinkedIn. Um sítio próprio para as confirmações, com lembrete automático a todos os que confirmaram. Para quê: reunir interesse e falar diretamente com quem participa. Esforço reduzido na montagem, mas depois deviam mesmo usar o conjunto de pessoas que confirmaram.
Anúncios pagos. A única alavanca aqui que custa dinheiro. Para quê: chegar de forma dirigida a novos públicos que ainda não vos conhecem. Esforço médio a alto, vale sobretudo quando no fim há um bilhete ou um negócio que sustenta a despesa.
| Canal | Para quê | Esforço |
|---|---|---|
| Perfis pessoais | Proximidade e confiança, alcance através de pessoas reais | reduzido |
| Página da empresa | Ponto de referência oficial e arquivo | reduzido |
| Publicações individuais | Construir atenção ao longo de semanas | médio |
| Funcionalidade de eventos do LinkedIn | Reunir confirmações, lembrar automaticamente | reduzido |
| Anúncios pagos | Chegar de forma dirigida a novos públicos | médio a alto |
Erros comuns que custam alcance
Alguns padrões repetem-se sempre, e custam visibilidade de forma sensível. O erro mais comum é começar demasiado tarde. Quem publica pela primeira vez três dias antes já não tem tempo para deixar a construção fazer efeito. Quase tão frequente é publicar tudo só a partir da página da empresa. O alcance de uma página é limitado, enquanto a voz de cada pessoa chega mais longe.
Há uma dica muito repetida sobre o link de inscrição: algumas equipas colocam-no no primeiro comentário e não na própria publicação, partindo do princípio de que a publicação circula depois melhor. Se isso rende mais no vosso caso depende do objetivo e do público, por isso testem as duas versões. Dispensem também uma parede de hashtags. Poucas e adequadas chegam, o resto só deixa a publicação inquieta.
E depois há o erro de que só damos conta mais tarde: não preparar nada que os outros possam partilhar. Quando os vossos oradores querem anunciar que vão falar, mas têm eles próprios de montar um gráfico, poucos o fazem. Deem-lhes um badge pronto e um link, e as boas intenções transformam-se em publicações reais. O mesmo vale para o seguimento. Sem um certificado que se adota com um clique, o momento a seguir ao evento perde-se.
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Perguntas frequentes
- Tenho de pagar por alcance no LinkedIn?
- Não. A parte mais eficaz não precisa de orçamento de publicidade: as vossas próprias publicações e, acima de tudo, os badges que os vossos oradores, convidados e expositores publicam por conta própria. Com isso chegam exatamente às redes profissionais que vos interessam, e através de remetentes credíveis. Os anúncios pagos podem complementar, quando quiserem chegar de forma dirigida a desconhecidos, mas não substituem a visibilidade orgânica e muito menos são condição para sequer serem vistos.
- Com que antecedência devo começar a divulgar?
- Contem com cerca de seis semanas de antecedência. Comecem por um primeiro anúncio simples, para que a data fique na memória, e depois vão acrescentando aos poucos, com a apresentação dos oradores e os primeiros vislumbres do programa. Assim, o vosso evento aparece uma e outra vez no feed ao longo de semanas, e não apenas uma vez mesmo antes do fim. Em eventos grandes, também podem ser dois a três meses.
- Perfil pessoal ou página da empresa?
- Ambos têm o seu lugar, mas o peso está nos perfis pessoais. No LinkedIn, as publicações das pessoas viajam muito mais longe do que as de uma página. Usem a página da empresa como ponto de referência oficial para onde podem remeter, e deixem a verdadeira abordagem correr através de vocês, da vossa equipa e dos vossos oradores. A página confirma, os perfis põem as pessoas em movimento.
- Vale a pena os anúncios de eventos do LinkedIn?
- Depende do que está no fim do vosso evento. Se vendem bilhetes ou promovem algo com valor comercial claro, os anúncios podem fazer sentido para chegar a pessoas que ainda não vos conhecem. Num evento gratuito sem venda de bilhetes, as publicações orgânicas e os badges partilhados por quem participa costumam chegar mais longe do que o orçamento conseguiria. Comecem pelo orgânico e acrescentem anúncios só quando souberem qual a mensagem que já pega.